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Helena Vasconcelos Psicóloga · CRP 08/00000

Ansiedade no corpo: por que o coração dispara sem motivo aparente

Por Helena Vasconcelos, psicóloga (CRP 08/00000) ·

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Mulher sentada no sofá abraçando uma almofada, com expressão preocupada

Muita gente chega ao consultório depois de passar pelo cardiologista. Os exames vieram normais, mas o coração continua disparando no meio da tarde, o peito aperta antes de uma reunião e o sono não vem. Nesses casos, vale olhar para a ansiedade.

O que acontece no corpo

A ansiedade é uma resposta de alarme. Diante de uma ameaça, o organismo acelera o coração, a respiração e a tensão muscular para reagir rápido. O problema começa quando esse alarme dispara com frequência, diante de situações que não representam perigo real, ou fica ligado o dia inteiro.

Os sinais físicos mais comuns são:

  • coração acelerado ou batendo forte
  • falta de ar ou sensação de não conseguir respirar fundo
  • tensão nos ombros, na mandíbula ou dor de cabeça
  • estômago embrulhado e alterações intestinais
  • dificuldade para pegar no sono ou despertar de madrugada
Mãos segurando uma xícara quente perto da janela
Pausas curtas ao longo do dia ajudam, mas não resolvem sozinhas uma ansiedade que já atrapalha a rotina.

Quando é hora de procurar ajuda

Sentir ansiedade é humano. O sinal de alerta é quando ela passa a decidir por você: você evita lugares, adia conversas, deixa de dormir ou vive em estado de preocupação. Crises intensas, com medo de morrer ou de perder o controle, também merecem avaliação.

Antes de tudo, descarte causas clínicas com um médico. Se os exames estiverem normais, a terapia individual é o caminho mais indicado. A terapia cognitivo-comportamental tem boa base de pesquisa para transtornos de ansiedade e trabalha tanto a interpretação dos sintomas quanto os comportamentos de evitação que mantêm o ciclo.

O que já dá para fazer hoje

Respirar de forma lenta, com a expiração mais longa que a inspiração, ajuda a baixar a ativação do corpo. Reduzir cafeína no fim do dia e manter horários regulares de sono também fazem diferença. São medidas de apoio, não substituem o tratamento.

Em crise intensa ou com pensamentos de se machucar, ligue 188 (CVV) ou procure o pronto atendimento mais próximo.

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